Altermodernismo?

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O Altermodernismo tornou-se uma palavra muito em voga, nos últimos tempos.
Nicolas Bourriaud, um curador e crítico de arte Francês lançou a polémica no mundo da arte ao referir o momento que a arte atravessa actualmente, como Altermoderno.

Em “The Radicant”, Bourriaud traça as diferenças com o período que considera anterior – o Pós-Modernismo dando exemplos que dermarcam os artistas actuais e suas práticas, dos artistas ditos pós-modernos.

Apesar das suas ideias poderem ser discutíveis¹, Bourriaud fornece alguns pontos de vista que se tornam ferramentas úteis para todos aqueles que querem entender Arte Contemporânea.
Curiosamente, ainda enquanto era um dos directores do Palais de Tokyo, Bourriaud organizou uma exposição chamada Traffic.

Bourriaud foi o comissário escolhido pela Tate Britain para a sua quarta exposição Trienal, à qual chamou de “Altermodern”, materializando assim as ideias que tem vindo a delinear desde o seu livro “Relational Aesthetics”.

Actualmente, Nicolas Bourriaud é igualmente o curador Gulbenkian na Tate Britain e estará em Lisboa, para explicar, no que ele chama de epílogo (antecedido pelos quatro prólogos: Altermoderno, Exílios, Viagens, Fronteiras, que realizou durante a Trienal), o conceito de Altermodernidade.
A conferência será realizada no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 23 de Junho, às 18:30. A entrada é livre.

¹ Discutíveis, pois estas ideias foram criadas num momento economicamente próspero e que em parte criava a ilusão de as viagens serem mais facilitadas e as fronteiras geopoliticas com menor importância. Os eventos recentes como a gripe suína ou mesmo os vários exôdos populacionais de países menos desenvolvidos para outros mais desenvolvidos; ou outros eventos como as guerras, terrorismo entre outros têm forçado os governos um pouco por todo o mundo, a tomar medidas mais restritivas provando assim o contrário.

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