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	<title>Tráfico</title>
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		<title>Bruno Cidra &#8211; contraforte </title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 22:53:41 +0000</pubDate>
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O Tráfico irá terminar o seu ciclo de exposições convidando o artista plástico Bruno Cidra.
O espaço do Espaço Fábulas &#8211; pertencente a um edifício Pombalino requalificado após um episódio de calamidade de um passado recente, pelo Arquitecto Siza Vieira; parte do coração pulsante da cidade de Lisboa e pertencendo irrefutavelmente à História da Cidade mereceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-433" title="Bruno Cidra - contraforte" src="http://www.traficolx.net/wp-content/uploads/2009/11/e-flyer.jpg" alt="Bruno Cidra - contraforte" width="600" height="500" /></p>
<p><span lang="pt">O Tráfico irá terminar o seu ciclo de exposições convidando o artista plástico Bruno Cidra.</span></p>
<p><span lang="pt">O espaço do Espaço Fábulas &#8211; pertencente a um edifício Pombalino requalificado após um episódio de calamidade de um passado recente, pelo Arquitecto Siza Vieira; parte do coração pulsante da cidade de Lisboa e pertencendo irrefutavelmente à História da Cidade mereceu a atenção cuidada de Cidra, que preparou a sua intervenção com duas peças escultóricas.</span></p>
<p><span lang="pt">O espaço foi medido visualmente pelo artista.</span><br />
<span lang="pt">Os seus elementos arquitectónicos: colunas, abóbodas e arcos, considerados e tornados desafios.</span><br />
<span lang="pt">As duas peças resultam de uma dialética entre o artista e o espaço expositivo, ao qual Cidra intervém poéticamente quebrando a austeridade inflexível do lugar.</span></p>
<p><span lang="pt">Se numa das peças a sua natureza específica é incontornável, na outra poderíamos imaginá-la como a materialização de um plano de intersecção que secciona o espaço separado por um dos arcos do espaço expositivo.</span><br />
<span lang="pt">Em ambas, Cidra assina o seu trabalho incorporando essa poética já referida, com base nos materiais que têm vindo a ser uma presença no seu corpo de trabalho: ferro, papel e madeira.</span></p>
<p><span lang="pt">O uso destes materiais, em tensão e equilíbrio ténues, apela a um minimalismo desarmante que parte de questões centrais e fundamentais da escultura e serve de metáfora para dualidades existenciais &#8211; tais como fragilidade e força ou sustentado e sustentador.</span></p>
<p><span lang="pt">Inauguração dia 17 de Novembro, no Espaço Fábulas.</span></p>
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		<title>Os Sem Nome &#8211; uma cartografia de um país sem assinatura </title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 12:19:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“ A arte define-se em função de um futuro a construir, está ligada a todas as utopias da transformação”  Jacques Rancière 
1 &#8211; Exposição documental e virtual
Esta exposição é um registo documental de um território, de um horizonte que partilhamos, feito por artistas sem nome, isto é, na sua maior parte ausentes do meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“ A arte define-se em função de um futuro a construir, está ligada a todas as utopias da transformação”  Jacques Rancière </em></p>
<p><strong>1 &#8211; Exposição documental e virtual</strong></p>
<p>Esta exposição é um registo documental de um território, de um horizonte que partilhamos, feito por artistas sem nome, isto é, na sua maior parte ausentes do meio artístico e que por vezes optam por uma pratica marginal de fotografia do real.<br />
Esta pratica não é profissional para todos eles, mas a tradicional classificação de “amadores” também não lhes pertence, pois capturam imagens de grande qualidade e nível técnico, são artistas anónimos.<br />
Partilham as suas imagens via internet, na rede Flickr, e muitas vezes encontram-se a quilómetros de distancia uns dos outros.<br />
Esta exposição vai reunir pela primeira vez os seus trabalhos num lugar físico.<br />
Hoje, quando a arte contemporânea se aproxima cada vez mais do documentário, para se tentar aproximar da única visão possível da realidade, estes fotógrafos, tal como os seus colegas do inicio do século XX,  não possuem a aura de artistas, mas são os não actores protagonistas desta exposição.<br />
Quando Abbas Kiarostami ou Manoel de Oliveira filmam os seus não actores obtém uma parcela do real que se transforma em ficção, o mesmo cenário encontramos na inversão do processo, operada por Jia Zhang-Ke, em 24 City ( 2009), onde verdadeiros actores interpretam a narrativa real como não actores.<br />
Nos Sem Nome a transposição para a ficção do real é realizada por artistas anónimos e resulta num retrato de um Portugal em vias de extinção, à semelhança do que se passa no resto do mundo.<br />
Quando a globalização é a nossa realidade, é por vezes difícil reconhecer o que é local, qual a identidade circunscrita a um território concreto e por vezes esse reconhecimento implica um olhar distanciado e a abertura a outras paisagens e culturas.<br />
O projecto recentemente inauguradoTRÁFICO é um lugar de cruzamento e de abertura à pesquisa de novas praticas artísticas, que fazem hoje parte do nosso dia a dia. Uma mostra como “We are all photographer’s now” realizada na Suíça, indica como este fenómeno é revelador do espírito do tempo e é talvez o último passo da revolução da reprodutibilidade de Benjamin: o digital ao alcance de todos. Do telemóvel à web cam, todos nós podemos fazer o filme da nossa vida.<br />
Porém, aqui a escolha dos fotógrafos foi feita com o objectivo de traçar uma cartografia localizada de um território, que é Portugal, feito por imagens que, embora não assinadas, constituem um espólio artístico e documental da contemporaneidade.</p>
<p><strong>2  &#8211; Projecto curatorial  </strong></p>
<p> “Não é uma coincidência que a palavra “curador” esteja etimologicamente relacionada a “cura”. Comissariar é curar. O processo de comissariar cura a falta de poder da imagem, a sua incapacidade de se apresentar a si mesma. A obra de arte precisa de uma ajuda externa, precisa de uma exposição e de um curador para se tornar visível.(&#8230;)<br />
O curador é um artista que abandonou o sacerdócio. É um artista, porque faz tudo o que os artistas fazem. Mas é um artista que perdeu a sua aura, que já não tem poderes mágicos à sua disposição, que deixou de poder atribuir aos objectos a sua aura artística. Deixou de usar objectos em favor da arte, mas pelo contrario abusa deles, torna-os profanos. E é este facto que torna a figura do curador independente tão atractiva e essencial para a arte hoje em dia.”<br />
Boris Groys in Art Power, MIT Press, 2008</p>
<p>O curador tem, neste projecto, o papel de subverter ou re-inicializar a sua própria função, como refere Boris Groys, ao escolher as imagens e fazer a sua própria “montagem” expositiva, com o intuito de expor estas obras de documentário fotográfico com uma leitura artística particular.<br />
A metamorfose dá-se na composição expositiva, mantendo-se o suporte privilegiado destes autores que é a projecção de imagem digital.<br />
A pesquisa curatorial apresenta-se como um dos motores para a evolução da arte contemporânea. Esta permite conceber novas formas de exposição, que nos possibilitam uma distanciação do deserto global, para intervir localmente com a singularidade de novas práticas artísticas.<br />
Três projecções simultâneas no espaço central da galeria, permitirão ao publico entrar nesta nova ficção das imagens reais fotográficas, através de uma montagem em slide-show; os comentários do publico que participar nesta rede, ficarão registados em pequenos cadernos de bordo da exposição.<br />
Fotografias que passam da câmara para o ecrã, a imagem numérica que por excelência rouba o espírito índio do filme em película argêntica e capta a dessincronizada vida dos portugueses.<br />
Numa pratica continuada, estes fotógrafos procuram paisagens de um século que por vezes parece não ter marcado o nosso pais, (como noutros que viveram as duas Grandes Guerras) ou que deixou apenas as marcas destrutivas de uma globalização sem regras de conduta, a nível arquitectónico e industrial. O grupo de fotógrafos aqui apresentado capta esta dualidade entre lugares de abandono, cidades e rostos familiares.  </p>
<p><strong>3 – Horizontes e pessoas</strong></p>
<p>“ &#8230; Interessa-me tentar olhar para as coisas um pouco  &#8230;  um pouco cientificamente, tentar encontrar em todos esses momentos de multidão o ritmo, encontrar o inicio da ficção. porque &#8230; porque a cidade, é a ficção &#8230; o verde, o céu, a floresta são &#8230; são a poesia, a àgua é a poesia, a cidade é a ficção, e é a necessidade de ficção, e deve ser bela por isso, e aqueles que moram nela são &#8230; são muitas vezes magníficos e patéticos, mesmo num,  pais  muito rico como &#8230; como é aquele. &#8230;” </p>
<p>excerto de Lettre à Freddy Buache de Jean-Luc Godard, in Grandeur et Faiblesse de la Ville de Lausanne.</p>
<p>O estado de um pais retrata-se na paisagem e nas pessoas que o habitam.<br />
Ao tentar capturar esses espaços na relação com quem os habita, temos uma montagem parcial do tempo presente.<br />
E dessa montagem de fotografias de múltiplos autores nascem pequenas historias ou ficções, se quisermos, e é essa a realidade das cidades em que vivemos.<br />
Estes fotógrafos captam a espacialidade arquitectural portuguesa e os traços que lhe  imprimiu o século XX. O abandono industrial dos últimos decénios, após a entrada na Comunidade Europeia.<br />
Hoje por todo o mundo as cidades perdem as suas marcas do tempo. Ficam congeladas num arquitectura histórica turística e vazia da comunidade contemporânea.<br />
As doutrinas do historiador Viollet-le-Duc que consistiam em “limpar” as marcas subjacentes ao edifício primitivo, para o levarem de novo à sua “pureza inicial” não cessam de se repetir, mas hoje sem a filantropia do historiador que assinava as suas obras. Nas nossas cidades restam os labels das marcas de um mundo de franchising comercial e de logótipos: estes são as habituais referências e cada vez mais as mesmas em qualquer cidade: “ para chegares ao cinema, viras à direita ao lado do Barclay’s e desces até à Zara”, isto pode ser dito em Paris, Lisboa ou Nova York.<br />
A moda é um dos únicos signos do tempo que passa.<br />
Alguns destes fotógrafos tem consciência desse fenómeno e retratam-no em imagens que lhe fazem eco.<br />
Paralelamente fazem diários íntimos dos rostos e vivencias que cruzam e que, por vezes, fazem eco aos retratos a preto e branco do inicio do século XX.<br />
Existe talvez um sentimento particular que os distingue e que é característico de um grupo de pessoas que vive desde à séculos numa falésia.<br />
Parece quase ridículo citar que de Pessoa a Saramago, quantos foram os escritores que perpetuaram esta particular ressonância emocional, mas que é ainda hoje uma característica local.</p>
<p><strong>4 &#8211; Anónimas assinaturas</strong></p>
<p>Les invendables (1914), foi o titulo de uma exposição de Man Ray. O autor explica : « Porquê ? Porque é o nome que esta à venda. Sem assinatura o quadro não vale nada. Os dois vão juntos … »<br />
Estávamos em 1914, e as vanguardas internacionais faziam o seu jogo de troca de assinaturas na arte, Duchamp assina a La Fontaine como R. Mutt.<br />
Este jogo entre um objecto sem vida artística, anónimo, e a obra de arte é característico de uma época.<br />
Desde à vários anos que a arte esta ligada à vida, à sua linguagem quotidiana de gestos e objectos.<br />
“A assinatura pertence aos signos de identidade. De um ponto de vista geral, estes signos indicam as características de um individuo de forma a que o possamos reconhecer. Ora, segundo as épocas, os lugares, as culturas, estas noções de características, de identidade, e mesmo de individuo variam. Tal como a assinatura, que revela uma certa concepção social da identidade do individuo.”como afirma Béatrice Fraenkel dans La signature, genèse d’un signe .<br />
Mesmo se hoje, como nos diz Giorgio Agambén, as assinaturas se encontram pulverizadas, como se tivessem sido trituradas pelo moinho de chocolate de Duchamp, conservando a sua singularidade para marcar um território – sublinhar uma apropriação. A assinatura hoje é quase um anacronismo.<br />
Nesta exposição os artistas assinam como Eikii, Gushi, Matador, mOrph3u,  13Mujin, Oi!!!!!!!!!; Pesterussa, Stilb ou Un-exposed.</p>
<p>Silvia Guerra, curadora da exposição</p>
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		<title>Os Sem Nome – uma cartografia de um País sem assinatura </title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 13:21:37 +0000</pubDate>
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Fotógrafos que partilham imagens na rede internet flickr e que se encontram virtualmente num contexto globalizado a partilhar imagens locais de um Pais que poderíamos reconhecer como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="pt">Esta exposição baseia-se numa pesquisa de novas formas pensar a ficção cientifica  que vivemos na relação entre a produção artística democratizada por novas tecnologias e a pesquisa curatorial.<br />
Fotógrafos que partilham imagens na rede internet flickr e que se encontram virtualmente num contexto globalizado a partilhar imagens locais de um Pais que poderíamos reconhecer como Portugal.<br />
Exposição de imagens fotográficas em suporte digital de formas de ver: estradas, pessoas nos cafés, amores, automóveis, fabricas abandonadas com mar e céu sempre presentes.</span></p>
<p><span lang="pt">O território que traçamos hoje não traz fronteiras mas uma luz que o distingue de outras geografias;<br />
Autores sem nome próprio, sem assinatura, a obra de arte a descobrir entre um nome inventado e real como a ficção que vivemos no nosso dia-a-dia entre facebooks e vídeo conferencias;<br />
Este é o retrato de um País que pensa o presente à distancia, com a claridade que este permite ter. Não assinamos uma historia colectiva mas guardamos numa memoria virtual as imagens que construímos na nossa passagem por um território real.</span></p>
<p><span lang="pt">Os Sem Nome somos todos nos mas o seu retrato talvez ainda nos seja desconhecido.</span></p>
<p>Sílvia Guerra, <span lang="pt">curadora da exposição</span></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
<span lang="pt"><strong>Posts relacionados</strong></span><strong>:</strong></p>
<p><a href="http://www.traficolx.net/?p=315"><span lang="pt">A visão de um território por imagens anónimas</span></a><br />
<a href="http://www.traficolx.net/?page_id=396">Os Sem Nome</a></p>
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		<title>A visão de um território por imagens anónimas </title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 13:20:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
&#8220;Os Sem Nome&#8221; será a primeira exposição do projecto Tráfico, cujo o convidado não é um artista, mas sim um curador.
Silvia Guerra traz-nos uma visão de um Portugal diferente e onde as palavras &#8220;esquecido&#8221; e &#8220;adormecido&#8221; fazem parte de uma lista de outros adjectivos que poderiam classificar o chamado Portugal Contemporâneo.
O projecto curatorial explora os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-424" title="e-flyer-sn" src="http://www.traficolx.net/wp-content/uploads/2009/08/e-flyer-sn5.jpg" alt="e-flyer-sn" width="600" height="500" /></p>
<p><span lang="pt">&#8220;Os Sem Nome&#8221; será a primeira exposição do projecto Tráfico, cujo o convidado não é um artista, mas sim um curador.<br />
Silvia Guerra traz-nos uma visão de um Portugal diferente e onde as palavras &#8220;esquecido&#8221; e &#8220;adormecido&#8221; fazem parte de uma lista de outros adjectivos que poderiam classificar o chamado Portugal Contemporâneo.</span></p>
<p><span lang="pt">O projecto curatorial explora os novos meios, como o uso das redes sociais na Web, nomeadamente o Flickr; assim como abre a discussão para outras reflexões do âmbito da sociedade portuguesa contemporânea.<br />
Uma delas e que em parte se relaciona com a anterior é a &#8220;geração Erasmus&#8221;. Esta nova geração nascida após a adesão de Portugal a um espaço comunitário alargado trouxe consigo uma aproximação diferente e que ajudou a quebrar a imagem dos portugueses enquanto povo isolado e alienado do resto do mundo habitualmente cingido à sua vida de sobrevivência no canto oeste da Europa ou a histórias de emigação carregadas de sacrifício e saudade.<br />
Se por um lado lhe foi dada a oportunidade de viajar e estudar fora do país, por outro transformou-se numa geração em rota de colisão com o modo de vida existente e mais exigente.<br />
As suas ideias e forma de estar entraram, ainda que não premitadamente, em choque com a realidade do seu país natal forçando-a a procurar oportunidades fora do país.<br />
A barreira da adaptação a um novo lugar, cultura e língua foi iniciada na fase de aprendizagem anterior, não sendo um problema de maior.<br />
Portugal perdeu assim uma oportunidade de se reabilitar ao Mundo, através da inclusão da maioria destes indivíduos, mais cultos e com mais conhecimentos, na sua população activa gerando um novo fenómeno de emigração, que perspectivando num longo-prazo poderá custar caro ao país.</span></p>
<p><span lang="pt">Contudo, sentimentos identificados como quase únicos noutros tempos, como a saudade, mantêm os laços entre este grupo e o país.<br />
Tal como no passado, Portugal tornou-se no lugar onde vivem a família, amigos e onde habitam as memórias da infância &#8211; as raízes.<br />
A Fotografia tornou-se então numa forma de linguagem  &#8211; um standard &#8220;de facto&#8221;, entre várias pessoas desta geração, que habitam dentro e fora do país.<br />
A partir dessas imagens é possível identificar um Portugal diferente: o destino das férias, o da vida quotidiana ou o que está carregado de detalhes que pela habituação do olhar se tornam indiferentes.<br />
Da reunião de vários destes pontos de vista surge esta exposição, que Silvia Guerra traz até nós e que nos volta a devolver o país onde vivemos.</span></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<br />
<span lang="pt"><strong>Posts relacionados</strong></span><strong>:</strong></p>
<p><a href="http://www.traficolx.net/?p=345"><span lang="pt">Os Sem Nome – uma cartografia de um País sem assinatura</span></a><br />
<a href="http://www.traficolx.net/?page_id=396">Os Sem Nome</a></p>
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		<title>Até 30 de Agosto </title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 13:52:26 +0000</pubDate>
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Relembramos que &#8220;No Limiar&#8221;, do artista Abraão Vicente, encontra-se em exposição até ao dia 30 de Agosto, no Espaço Fábulas.
Este projecto aborda, através de técnica mista envolvendo pintura e colagem, questões relativas à fragmentação da identidade de indivíduos, num contexto global.
A procura de mais e melhores oportunidades é uma realidade compreendida pela maioria da população. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="No Limiar" rel="lightbox-abraao" href="http://www.traficolx.net/wp-content/uploads/2009/08/DSC_0070.jpg"><img src="http://www.traficolx.net/wp-content/uploads/2009/08/DSC_0070-300x199.jpg" alt="Abraão Vicente" title="Abraão Vicente" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-295" /></a></p>
<p><span lang="pt">Relembramos que &#8220;No Limiar&#8221;, do artista Abraão Vicente, encontra-se em exposição até ao dia 30 de Agosto, no Espaço Fábulas.<br />
Este projecto aborda, através de técnica mista envolvendo pintura e colagem, questões relativas à fragmentação da identidade de indivíduos, num contexto global.<br />
A procura de mais e melhores oportunidades é uma realidade compreendida pela maioria da população. Portugal, enquanto país de emigrantes é igualmente um país de emigração.<br />
Abraão Vicente dá-nos a conhecer um outro lado &#8211; do migrante, que se vê envolvido num processo burocrático e onde apesar da sua identidade individual é numerado e identificado por um documento: o Passaporte.</span></p>
<p><a title="No Limiar" rel="lightbox-abraao" href="http://www.traficolx.net/wp-content/uploads/2009/08/DSC_0081.jpg"><img src="http://www.traficolx.net/wp-content/uploads/2009/08/DSC_0081-300x199.jpg" alt="No Limiar" title="No Limiar" width="300" height="199" class="alignnone size-medium wp-image-296" /></a></p>
<p><span lang="pt">A realização desta exposição foi possível com o generoso apoio do Espaço Fábulas e do <a href="http://www.instituto-camoes.pt" target="_blank">Instituto Camões</a></span></p>
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		<title>#TRAF0002 – Abraão Vicente </title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 21:50:16 +0000</pubDate>
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O segundo convidado do projecto Tráfico traz-nos uma abordagem sobre questões
que envolvem identidade, fronteiras, viagens e território.
Usando técnica mista, Abraão Vicente (Assomada, 1980) faz referência a esses
conceitos lembrando-nos de um momento em que um viajante altera a sua
condição tornando-se um simples número num papel.
O Passaporte, documento emitido por uma nação e que nos identifica junto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.traficolx.net/wp-content/uploads/2009/07/av_e-flyer1.jpg" alt="av_e-flyer" title="av_e-flyer" width="600" height="500" class="alignnone size-full wp-image-291" /></p>
<p><span lang="pt">O segundo convidado do projecto <strong>Tráfico</strong> traz-nos uma abordagem sobre questões<br />
que envolvem identidade, fronteiras, viagens e território.<br />
Usando técnica mista, <strong>Abraão Vicente</strong> (Assomada, 1980) faz referência a esses<br />
conceitos lembrando-nos de um momento em que um viajante altera a sua<br />
condição tornando-se um simples número num papel.</span></p>
<p><span lang="pt">O Passaporte, documento emitido por uma nação e que nos identifica junto dela<br />
traz à memória uma pertença geográfica e cultural carregada de uma herança<br />
histórica, que nos separa do espaço para lá da fronteira.</span></p>
<p><span lang="pt"><strong>No limiar</strong> mostra o confronto existêncial interior &#8211; um espaço mental que roça o limite<br />
da esquizofrenia. A fragmentação de todo um ser, que ainda assim é confrontado com<br />
a sua própria existência.<br />
O resultado são novos documentos, onde as várias identidades se confrontam e<br />
exprimem a sua revolta &#8211; através de texto na língua do viajante ou numa exorcização do corpo,<br />
também ele fragmentado.</span></p>
<p><span lang="pt">Alheio à &#8220;máquina burocrática&#8221; que o valida ou invalida, o viajante, sem o saber,<br />
despoleta vários eventos que o vão buscar, enquanto número, a um espaço global, ao<br />
qual ambiciona existir.</span></p>
<p><span lang="pt">Até 30 de Agosto, no <strong>Espaço Fábulas</strong>.</span></p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p><span lang="pt">A inaugura&#231;&#227;o contar&#225; ainda com a presen&#231;a da dupla de DJs portugueses </span><a href="http://www.myspace.com/orsonandwelles" target="">Orson&#038;Welles</a><br />
<span lang="pt">e o apoio adicional de:</span></p>
<ul>
<li><a href="http://www.casalbranco.com" target="_blank">Casal Branco</a></li>
<li><a href="http://www.cl.pt" target="_blank">Companhia das Lez&#237;rias</a></li>
</ul>
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